Flexibilização do termo de pagamento - uma nova tendência

A extensão dos termos de pagamento é uma prática que libera capital de giro para as grandes empresas que estão efetuando a compra por meio de um fluxo de caixa (FC) positivo. No passado, o pedido de postergação do prazo era um indicativo de que a situação econômica da empresa não estava muito boa e que a mesma adotava este tipo de medida a fim de melhorar seu FC.

Hoje este cenário mudou, cada vez mais companhias pedem aos seus fornecedores uma maior flexibilidade nos termos de pagamento.

Em 2013 a Procter & Gamble passou a trabalhar com um prazo de 75 dias e com isso estima-se que a mesma introduziu U$1 bilhão no seu FC. Outras empresas também adotaram medidas semelhantes, como a inglesa Diageo - fabricante de bebidas – que estipulou seu prazo de pagamento em 90 dias e as americanas do setor alimentício Modalez, Mars e Kellogs que foram ainda mais audazes ao almejar um termo de 120 dias.

São indiscutíveis os benefícios de capital/oportunidade que tal prática gera para as empresas compradoras, porém esta moda não é tão doce assim para os fornecedores, principalmente para as pequenas e médias empresas (PME). Esta classe de empresas é particularmente mais afetada pela volatilidade do mercado e possui maiores dificuldades em encontrar financiamentos baratos para suprir o deficit causado em seu FC. Desta maneira, as PME se vêm de mãos atadas e não possuem alternativa outra do que repassar seu prejuízo para o consumidor, aumentando o preço dos produtos.

Ao que parece esta tendência de mercado coloca as PMEs em uma situação que necessitam “tirar leite de pedra”, porém existem casos e soluções mais interessantes.

Em 2010 a Unilever triplicou seu prazo de pagamento - de 30 para 90 dias - desta maneira a companhia alcançou um aumento de 25% do turnover total assim como 50% de aumento no lucro operacional. O contexto em que grande parte das empresas estavam inseridas neste ano era o de recuperação das perdas causadas pela crise econômica de 2008, ou seja, não se podia esperar menos do que um grande descontentamento dos fornecedores como resposta de tal mudança.

Entretanto este descontentamento não durou muito. Todo o capital liberado pela extensão dos termos de pagamento foi investido pela Unilever em melhorias na sua cadeia de suprimentos, desta maneira os ganhos logísticos da empresa foram repassados para os fornecedores através de aumento no volume de pedidos, assim todos saíram ganhando.

Outra medida do caso Unilever que fez com que fosse possível a postergação do pagamento, sem prejudicar os fornecedores, foi o chamado reverse factoring, ou financiamento da cadeia de suprimentos. Este veículo é constituído de um intermediador (banco) que recebe pagamentos do comprador no período estipulado pelo mesmo e realiza pagamentos ao fornecedor em um prazos mais amigáveis. O comprador e o fornecedor saem satisfeitos com o acordo e o banco lucra aplicando juros na transação.

A flexibilização dos prazos de pagamentos é uma tendência que está sendo notada no mercado, principalmente em transações que envolvem big players, liberando um grande valor de capital de giro em detrimento do fornecedor. Porém o investimento deste capital associado a outras alternativas podem tornar esta relação mais saudável e benéfica para ambas as partes.

Para que uma empresa possa obter ganhos com seu fluxo de caixa e postergar seus pagamentos impactando o mínimo possível seus parceiros fornecedores, um bom gerenciamente de estoques, previsão de demanda, agendamento das datas de pedido e recebimento de produtos, bem como controle do manuseio de seus insumos e produtos se faz necessário. A equipe GENOA possui profissionais capacitados nessas e em outras áreas da cadeia de suprimento e desenvolve ferramentas que otimizam estes processos. Para saber mais entre no site e conheça um pouco mais a nosso respeito: www.genoads.com.br.

Fontes:

http://www.nytimes.com/2015/04/07/business/big-companies-pay-later-squeezing-their-suppliers.html?_r=1

http://ctl.mit.edu/pub/newsletter/supply-chain-frontiers-62-how-delayed-payments-can-be-win-win-buyers-and-suppliers

#tendências #supplychain

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