Decisões táticas em sistemas logísticos

A tomada de decisão em sistemas logísticos é uma tarefa complexa e que envolve diversas responsabilidades.

De forma geral, os tomadores de decisão de sistemas logísticos buscam a minimização dos custos (ou maximização dos lucros) tentando não deixar de lado a qualidade da operação, ou seja, atendendo de forma satisfatória os diversos níveis de serviço. Por conta disso, em cada ação o decisor deve considerar os custos e benefícios das alternativas, o que faz com que ele enfrente tradeoffs constantemente. (Um estudo de tradeoff é uma escolha entre alternativas, na qual se torna necessário ter uma perda em um critério para se obter ganho em outro¹).

Quando se trata de problemas logísticos complexos, de grande magnitude, como: planejamento da cadeia de suprimentos, redesenho da malha logística, ou, ainda, dimensionamento de sistemas de transporte, estes tradeoffs podem ser desastrosos se mal administrados. Por isso, é sempre importante contar com algum embasamento científico na realização destes estudos e nas decisões em sistemas logísticos de forma geral.

Algumas dessas decisões são exemplificadas abaixo, em níveis:

  • Estratégico - Definição da localização de fábricas, abertura, fechamento e localização de centros de distribuição, escolha de modais de transporte, decisão entre utilização de frota própria ou terceirizada, entre outras tarefas que influenciarão todo o sistema por anos.

  • Tático - Revisão anual ou semestral de contratos de transporte, revisão de fluxos buscando ganhos fiscais, identificação de fluxos e triangulações de transporte visando ganhos logísticos através de parcerias e colaboração com fornecedores e clientes, reavaliação periódica de oportunidades, como a possibilidade de se transportar parte da carga por cabotagem ou ferrovia, com interações multimodais, dentre tantas outras.

  • Operacional - Definição de mix de produção, definição de planos de embarque, pedidos de estoque, roteirização de veículos, programação e alocação de recursos, realização de promoções, enfim, uma série de atividades que interferem no sistema apenas no curto prazo.

​No entanto, observa-se na pratica que alguns desafios táticos, apesar de não menos importantes, são corriqueiramente negligenciadas por decisores. Talvez isso seja fruto da escassez de ferramentas especializadas, ou "de prateleira", para resolver este nível de problema.

Tomemos como exemplo a empresa fictícia XPTO: Nela, já estão setadas algumas das decisões logísticas estratégicas da companhia, com instalações fabris localizadas na região norte do Brasil, centros de distribuição no sudeste e transporte terceirizado por rodovia. Suas decisões operacionais ocorrem sem grandes problemas, com a utilização de otimizadores para o mix de produção semanal e roteirizadores para embarques e transporte. Porém, os contratos de 12 meses exercidos com algumas transportadoras estão trazendo prejuízo, e existe hoje a oportunidade de melhorias através de transporte por cabotagem. Além disso, alguns fornecedores, e até concorrentes, oferecem a possibilidade de colaboração logísticas em diversas ocasiões. Este cenário é corriqueiro em diversas empresas de médio e grande porte e tais mudanças e decisões táticas exigem conhecimento profundo do sistema e das metodologias que podem ser utilizadas para resolver o problema, muito particular a cada companhia.

Outro dilema tático que merece atenção especial é a questão “Frota VS. Estoque”. Por exemplo, em certas ocasiões, em sistemas que lidam com produtos de alto valor agregado, pode ser vantajoso contratar uma nova forma de transporte, com melhor desempenho operacional, ainda que mais custosa, a fim de se reduzir a necessidade de grandes estoques, e, consequentemente diminuir o custo de capital envolvido. Ou seja, muitas vezes um decidor logístico se depara com a necessidade de fazer escolhas entre: contratar mais caminhões ou melhorar seu armazém? Adquirir mais chatas fluviais ou aumentar o nível de seu estoque médio? Ou ainda, qual o tamanho do navio ideal para transportar um produto entre 2 portos? Dentre tantas outras decisões que envolvem estoques e transportes.

Nesse sentido, metodologias como modelagem matemática, análises multicriteriais, estudos de tradeoff, simulação computacional, entre outras, que podem gerar ferramentas personalizadas e específicas para cada decisor (ferramentas taylor made, de forma geral), são as mais indicadas para proporcionar maior visibilidade e fornecer decisões muito mais robustas nestes problemas táticos. Se esse for o seu caso, a Genoa possui uma equipe de especialistas que poderá te ajudar a encontrar a melhor solução para seu problema, livre de amarras com softwares ou metodologias únicas. Fale com a gente! =)

Fonte:

1 - SMITH, E.D. (2006). Tradeoff studies and cognitive biases.

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