Anuário CNT do Transporte reúne dados disponíveis sobre o setor

A CNT divulgou hoje, 30, em seu site, o primeiro Anuário CNT do Transporte.

O documento reúne os principais dados sobre os modais de transporte no Brasil, tanto de cargas quanto de passageiros. As informações estão segmentadas nos modais: rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário.

Os números mostram a diversidade da atuação do setor transportador, sua evolução nos últimos anos e os desafios a serem superados. O trabalho consolida as estatísticas brasileiras sobre movimentação, infraestrutura, composição do setor, produção e frota de veículos.

As mais de 800 tabelas disponibilizadas pelo endereço anuariodotransporte.cnt.org.br serão sempre atualizadas, tornando o anuário uma fonte de dados indispensável para o setor.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional do Transporte, Clésio Andrade, o Anuário representa “o resgate da cultura de difusão de dados do setor para o planejamento sistêmico do transporte nacional, orientando transportadores, planejadores, formuladores de políticas públicas e ações voltadas para a melhoria do setor”. Destaca ainda que havia, há muitos anos, uma lacuna nas estatísticas dos diferentes modais de transporte do Brasil. “Ao consolidar este grande volume de dados, o Anuário permite maior agilidade na execução de pesquisas, estudos e análises necessários para a promoção do desenvolvimento do transporte brasileiro, subsidiando e apoiando a gestão do transporte e, principalmente, estimulando o planejamento integrado.”

Algumas das informações disponíveis, por modal, são apresentadas abaixo.

Transporte Rodoviário:

Nos últimos 15 anos, as rodovias pavimentadas cresceram 23,2% no Brasil, chegando a 210,6 mil km em um modal que corresponde a mais de 60% das movimentações de carga e mais de 90% dos deslocamentos de passageiros. A frota, por sua vez, aumentou 184,2% no mesmo período. Em termos de motocicletas, houve um aumento de 400% nos últimos 15 anos, um número bastante significativo comparado ao de automóveis (134,6%). Também é possível observar a concentração da frota na região Sudeste, com 44,4 milhões de veículos, correspondente a 49% da frota nacional.

Verifica-se também que a idade média dos ônibus passou de 5,1 anos para 4,7 anos entre 2001 e 2014 e que o Brasil fabrica 83,6% dos veículos dos países do Mercosul.

Transporte Ferroviário:

Ao longo dos anos, desde o início do processo de concessões em 1996, a movimentação de cargas pelo modal ferroviário tem aumentado expressivamente no Brasil. Conforme dados do Anuário CNT do Transporte, entre 2006 e 2015, o acréscimo foi de 39,2%. Enquanto em 2006 foram transportados 238,3 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) pelas ferrovias brasileiras, no ano passado, esse número chegou a 331,7 bilhões de TKU. Em TU (toneladas úteis), atingiu o volume de 491,0 milhões em 2015 contra 389,1 milhões em 2006.

As concessionárias que mais movimentaram carga em 2015 foram EFC (Estrada de Ferro Carajás), com 118,5 bilhões de TKU; EFVM (Estrada de Ferro Vitória Minas), com 77,1 bilhões de TKU; FTL (Ferrovia Transnordestina Logística S.A), com 64,7 bilhões de TKU; ALLMN (América Latina Logística Malha Norte S.A), com 26,1 bilhões de TKU; e FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), com 20,9 bilhões de TKU.

Transporte Aquaviário:

Os TUPs (Terminais de uso privado) movimentaram quase o dobro do total de cargas dos portos organizados, em 2015. Foram 656,4 milhões de toneladas nos terminais privados, contra 351,1 milhões nos portos públicos. Além disso, os TUPs apresentaram o crescimento mais expressivo em relação a 2014: 5,9%. Já os portos organizados mantiveram estabilidade nos resultados, com incremento de 0,7% no volume de cargas. Os portos que mais movimentaram em 2015 foram Santos (SP), com 101,6 milhões de toneladas de cargas; Itaguaí (RS), com 57,3 milhões; Paranaguá (PR), com 41,1 milhões; Rio Grande (RS), com 22,9 milhões; e Itaqui (MA), com 21,8 milhões de toneladas.

O Anuário demonstra que o setor aquaviário vem crescendo ininterruptamente nos últimos seis anos. Para se ter uma ideia, em 2010, passaram pelas instalações brasileiras 840,3 milhões de toneladas de carga. Em 2015, o setor atingiu a marca de 1,0 bilhão de toneladas transportadas, o que representa uma expansão de quase 20,0% no período. A navegação de longo curso evoluiu 5,4% entre 2014 e 2015.

A navegação de longo curso teve melhor desempenho em 2015, com 752,5 milhões de toneladas transportadas, um crescimento de 5,4% em relação a 2014. A cabotagem se mostrou praticamente estável, registrando 211,8 milhões de toneladas de cargas transportadas. Os graneis sólidos representaram a maior parte do que foi movimentado pelas embarcações (62,8%), com um volume de 632,7 milhões de toneladas em 2015. O aumento, frente a 2014, foi de 7,2%. Em seguida vem granel líquido e gasoso (22,5%), com 226,2 milhões de toneladas, registrando queda de 2,4% em relação a 2014. Os contêineres correspondem a quase 10,0% do total das movimentações. Em 2015, foram 100,0 milhões de toneladas, com redução de 1,1% em comparação a 2014. Por fim, carga geral solta alcançou 48,7 milhões (4,8% do total), com aumento de 5,7% em 2015.

Transporte Aeroviário:

Nos últimos anos, o acesso ao modal aeroviário no Brasil aumentou expressivamente. Em 2004, o número total de passageiros pagos transportados por ano era de 41,2 milhões e, em 2014, chegou a 117,2 milhões, aumento de 184,3%. O maior incremento, de 199,9%, ocorreu nos voos domésticos. Nos voos internacionais, os números, nesse período houve 132,8% de crescimento.

Entretanto, com a crise na economia, tem ocorrido queda na movimentação do transporte aéreo no Brasil. Em 2014, o transporte doméstico realizou 942,0 mil voos, 0,5% abaixo de 2013 (946,7 mil voos). E, em 2013, a queda foi de 4,5% na comparação com 2012 (990,8 mil voos). Já os voos internacionais registraram ligeiro aumento nesses três anos.

O transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil cresceu 72,1% em 11 anos. A maior parte desse transporte (78,0%) foi realizada pelas empresas internacionais, com 618,1 milhões de toneladas transportadas. As aéreas nacionais foram responsáveis pelo transporte de 22,0% dessa carga (174, 2 milhões de toneladas). No mercado doméstico, houve 50,3% de incremento da carga paga transportada de 2004 a 2014.

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